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Gerenciamento Fonoaudiológico em Pacientes da Região Metropolitana de Belo Horizonte

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INTRODUÇÃO:

Com o aumento da expectativa de vida e a preocupação em manter condições de saúde, a abordagem preventiva representada pelo gerenciamento de casos encontra-se em expansão. A fonoaudiologia como membro da equipe interdisciplinar contribui principalmente com o monitoramento da motricidade orofacial para identificação de disfunções, como a disfagia. A disfagia é caracterizada pela dificuldade em deglutir o alimento ingerido no trajeto da orofaringe até o estômago e esta relacionada a complicações importantes, como pneumonias, desnutrição e engasgos frequentes.

 

OBJETIVO:

Descrever os dados fonoaudiológicos relacionados à disfagia dos pacientes assistidos pela Fono Mais Fonoaudiologia do programa de gerenciamento de caso da CaptaMed advindos de um plano de saúde de Belo Horizonte.

 

METODOLOGIA:
Foram analisados 1045 prontuários eletrônicos de pacientes da grande Belo Horizonte – MG. Priorizadas as seguintes variáveis para análise: forma de alimentação do paciente; consistência da dieta ofertada; presença de dificuldade para alimentar; presença de engasgos ou tosse ao alimentar; forma de hidratação; diagnóstico de disfagia e consistência alimentar indicada. Foi considerado a distribuição de frequências das variáveis categóricas e, para associação entre as mesmas, utilizou-se o teste Qui-Quadrado, com nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS:

Dos prontuários analisados, 78,9% apresentavam dieta via oral, sendo as consistências sólida e pastosa as mais encontradas (56,8% e 22,9% respectivamente). Em 22,2% dos pacientes, os mesmos apresentavam dificuldades para alimentar, 23,3% referiram engasgos, 8,2% já utilizavam espessante, 32,2% evidenciaram disfagia e a consistência alimentar mais indicada foi a dieta branda (43,5%). Correlacionando os dados encontrados, pode-se verificar diferença estatisticamente significante (p<0,05) entre: a correlação de que a maioria dos pacientes com disfagia orofaríngea se alimentam por via oral e que houve relação entre os pacientes com dificuldades para alimentar e a queixa de engasgos.

 

Gráfico 01: Distribuição da forma de alimentação de acordo com os prontuários pesquisados:

Grafico 02:Distribuição de pacientes com Diagnostico de Disfagia:

 

CONCLUSÃO:

A maioria dos pacientes analisados alimentava-se por via oral, o que evidencia a importância do gerenciamento, tendo o fonoaudiólogo primordial atuação para minimizar as repercussões clínicas que a disfagia possa acarretar na qualidade de vida do paciente/família.

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